Vulnerabilidade não é fraqueza


Vulnerabilidade não é fraqueza.

A sua aceitação é um ato de força e de coragem!

É ousadia!

Na ousadia de ser quem se realmente é a aceitação da própria vulnerabilidade é, para muitos, o maior obstáculo porque vivemos numa sociedade que prega a perfeição utópica: a beleza perfeita, o sucesso perfeito, a pessoa perfeita…

Vulnerabilidade não é fraqueza

Aceitar a imperfeição das coisas é difícil e aceitar a imperfeição em si mesmo é algo doloroso!

Por ser difícil e doloroso se vai vivendo entre enganos e fugas numa incessante jornada na busca da perfeição utópica em academias, pílulas, estereótipos…

E na busca da utopia o placebo é a alienação e a fuga da realidade é feita em redes sociais, drogas, entretenimentos…

Na negação da realidade inclui-se a negação da realidade de que se é vulnerável.

A aceitação da vulnerabilidade que aqui se fala não é a de submissão, mas a de compreensão, por exemplo: não é aceitar que se tem medo e fugir, ao contrário, é reconhecer que tem medo e seguir em frente mesmo com medo.

A aceitação da vulnerabilidade consiste em seu reconhecimento e lidar com ela.

Aceitar a vulnerabilidade é também compreender que na vida se ganha e também se perde.

Brené Brown, em seu livro: A coragem de ser imperfeito, diz:

Vulnerabilidade não é fraqueza; e a incerteza, os riscos e a exposição emocional que enfrentamos todos os dias não são opcionais.

Nossa única escolha tem a ver com o compromisso.

A vontade de assumir os riscos e de se comprometer com a nossa vulnerabilidade determina o alcance de nossa coragem e a clareza de nosso propósito.

Por outro lado, o nível em que nos protegemos de ficar vulneráveis é uma medida de nosso medo e de nosso isolamento em relação à vida.

Quando passamos uma existência inteira esperando até nos tornarmos à prova de bala ou perfeitos para entrar no jogo, para entrar na arena da vida, sacrificamos relacionamentos e oportunidades que podem ser irrecuperáveis, desperdiçamos nosso tempo precioso e viramos as costas para os nossos talentos, aquelas contribuições exclusivas que somente nós mesmos podemos dar.

A autora conta que para não aceitar a própria vulnerabilidade passou a vida tentando ser a “garota perfeita” e foi exercendo papéis em sua fuga como: a poeta exótica, a ativista indignada, a profissional ambiciosa, a baladeira descontrolada

E a tática adotada pela autora é adotada por muita gente, muitas vezes, nem percebendo que atuam na vida através de personagens.

Ser quem se realmente é, eis uma terafa impossível para quem vive sua vida encenando personagens.

Esta pessoa é tudo, menos ela mesma!

Vulnerabilidade não é fraqueza, pelo contrário, ela é ingrediente da força e da coragem de olhar para si mesmo e buscar ser quem se realmente é.

Paulo Rogério da Motta