Você é diamante ou carvão?


Diamante e carvão são substâncias que têm a mesma composição, mas valores extremamente diferentes.

Assim como as pessoas!

Você é carvão ou diamante?

Você é carvão ou diamante


O diamante

O diamante é o elemento mais duro e resistente da natureza.

Seu processo de produção passa por vários estágios.

Nos garimpos eles são procurados nas rochas, retirados junto às pedras, são levados até o rio mais próximo para serem lavados e ali, serem separados da terra e demais detritos.

Nas peneiras dos garimpeiros ficam apenas as pedras chamadas de diamante bruto.

O diamante bruto já tem suas peculiaridades e chama a atenção por ser diferente das outras pedras.

Eles têm um brilho inconfundível!

Após a pedra ser lavada e separada inicia-se o processo de lapidação.

Nenhum diamante é igual ao outro e mesmo após o processo de lapidagem, ele será único, exclusivo, seja para fins industriais, como ferramenta de corte, ou para ser utilizado no ramo da joalheria.

Há ainda um aspecto muito interessante, todas as ferramentas usadas no corte do diamante são feitas com ele mesmo, ou seja, o diamante é o único elemento capaz de cortar outro diamante.

Mas, aprofundemos ainda mais o assunto.

Carvão e diamante são substâncias que têm a mesma composição, mas valores extremamente diferentes.

Vejamos as diferenças no processo de formação.

Você é carvão ou diamante

Carvão ou diamante?

O carvão é obtido a partir da decomposição de folhas, vegetação e árvores.

O local escolhido é embaixo da terra, onde as temperaturas se elevam em relativa pressão.

O carvão é formado a partir das mudanças físicas e químicas propícias a essas condições, num tempo bem inferior ao que origina o diamante.

Uma primeira reflexão: você gostaria de ganhar de presente carvão ou diamante?

Você é carvão ou diamante

O ser humano

Os diamantes são obtidos sob altíssimas pressões a partir do magma presente no interior da Terra (bem abaixo da crosta).

Foram necessários vários séculos para que camadas de magma fossem sendo depositadas umas sobre as outras, acarretando em forte pressão.

O magma foi sendo comprimido até se petrificar.

O resultado você já sabe, diamantes belos, duráveis e muito valiosos.

Comparemos nosso desenvolvimento com uma das pedras mais valiosas do mundo: o diamante.

Todos nós nascemos e nos desenvolvemos com o passar do tempo.

Aprendemos a nos equilibrar, andar, desenvolvemos nossos sentidos entre outras atribuições que o ser humano tem.

Há no ser humano um potencial infinito que precisa ser despertado.

Esse potencial é desenvolvido mediante as pressões da vida.

A pressão se apresenta como riscos, como necessidade de superação, como transformações, como perdas, etc..

Para nascer o ser humano é arrancado do Éden uterino da mãe.

Para andar corre o risco de cair.

Para viver com o parceiro amado precisa suportar as diferenças.

Para cada passo de seu desenvolvimento precisa lidar e superar alguma pressão.

O ser humano nasceu para ser carvão ou diamante?

Evidentemente diamante!

O brilho de um ser humano é obtido da mesma maneira que a de um diamante.

Nascemos, nos criamos, crescemos, estudamos, nos especializamos e ao seguirmos o apelo de nossa natureza humana para o desenvolvimento nos tornamos mais do que carvão na vida.

Naturalmente o ser humano é levado a ser como o diamante, mas a excelência humana não para nisso!

Tornamo-nos diamantes, porém, ainda como pedras brutas.

Há que haver a lapidação!

Você é diamante ou carvão

Do diamante bruto ao lapidado

A lapidação consiste no desenvolvimento de habilidades e competências, nas transformações pessoais, na busca de si mesmo, no propósito de ser melhor do que se é…

A lapidação humana é um constante vir a ser.

Na lapidação humana há que se respeitar a individualidade, pois assim como os diamantes, um ser humano não é igual ao outro.

Lapidar-se é sair do estado de pedra bruta e quanto mais o ser humano se lapida, mais ele se torna singular, único e com brilho próprio.

Mas, assim como o diamante, que para ser lapidado precisa de outro diamante, também o ser humano para se lapidar precisa de outros seres humanos.

O seu brilho está dentro de você, mas para lapidar-se e brilhar ainda mais você precisa do mundo.

O mundo não é o processo de lapidação, mas vimos que este processo precisa de duas coisas: tempo e pressão.

É como num teatro: o tempo é o palco e a pressão da vida é o enredo.

Palco e enredo não fazem de ninguém um grande ator.

Palco e enredo, porém, são necessários para que exista o grande ator.

O grande ator precisa de um palco para pisar e de um enredo para mostrar o seu talento.

Tornar-se alguém melhor a cada dia é um processo que somente terá finalidade se servir para alguma coisa.


Vídeo: Acredite no bem


Lapidando outros diamantes

Vimos que assim como os diamantes, a lapidação humana precisa de outros seres humanos.

O interessante e, agora diferente em relação aos diamantes, é que o ser humano ao auxiliar o outro a lapidar-se, ao mesmo tempo, se lapida também.

Despertar interesses, desenvolver talentos, possibilitar novas ideias, ampliar a visão, criar novas referências positivas, estimular sonhos, valorizar, ouvir, dar significados, acolher, ser exemplo…

A lapidação humana é um processo multifacetado.

Auxiliar o outro a encontrar a chave para o acesso ao seu potencial infinito e despertar nele o poder para a transformação.

Existe finalidade mais bela?

E o melhor de tudo: quem auxilia o outro acessa o seu próprio potencial infinito e acessa o seu poder de transformação.

Reflexões

Algumas reflexões nesta mensagem elaborada pelo Padre Fabio de Melo.

Reflita…

O que determina o valor de um diamante não é a embalagem que ele tem e sim o seu brilho e a sua dimensão.

O diamante é uma pedra bruta e opaca quando retirada da natureza.

O ser humano é um ser puro e indefeso ao nascer.

O diamante ao ser lavado, lapidado e polido é a pedra mais bela e preciosa do mundo.

O ser humano, após ter suas potencialidades desenvolvidas e lapidadas, torna-se o melhor do ser humano no mundo.

Torna-se um ser de luz!

É preciso lapidar.

Pessoas são como diamantes.

Corremos o risco de jogá-las fora só porque não tivemos a disposição de olhá-las para além de suas cascas.

Ser brilhante

Lapidar-se e auxiliar o outro é encarar as situações cotidianas que se apresentam como oportunidades de desenvolvimento, seu e do outro, e isto se faz com atitudes e comportamentos.

Suplantando os diamantes, o ser humano pode se lapidar durante toda a sua existência e tornar-se um ser cada dia mais valioso.

Lapidar-se é o mesmo que amadurecer e o caminho do amadurecimento não se desenrola de maneira fácil.

Sendo assim, é preciso de tempo (o palco para as oportunidades) e suportar a pressão (para aproveitar as oportunidades).

Mas ninguém é obrigado a se lapidar!

Há quem prefira viver no comodismo de uma prisão construída em si mesmo, pois não lapidar-se é aprisionar a sua própria natureza humana que carrega em si o propósito do desenvolvimento.

É assim que aquele que brilha na vida é porque encontrou sentido na vida.

Aquele que considera valioso o seu desenvolvimento encontra valor em auxiliar o outro a se desenvolver.

É assim que aquele que brilha também ilumina.

Lapidar é amadurecer e precisa do tempo, mas não é o tempo que amadurece nem faz brilhar.

Há pessoas que envelhecem e são opacos imaturos.

Lapidar é amadurecer e precisa da pressão da vida, mas não são as pressões da vida que amadurecem e fazem brilhar.

Há pessoas que se acomodam em seus defeitos e que fogem das pressões da vida se escondendo da vida.

É claro que alguém pode enfiar a cabeça num buraco para não atender a sua própria natureza humana que busca o desenvolvimento e colocar coisas neste buraco que distraia a sua atenção enquanto a vida passa.

Mas a vida que cabe em um buraco não permite que se aprecie o sol e o sol faz brilhar ainda mais o diamante.


Vídeo: Mais uma vez


Abraham Lincoln: “Não sou obrigado a vencer, mas tenho o dever de ser verdadeiro. Não sou obrigado a ter sucesso, mas tenho o dever de corresponder à luz que tenho.”.