Desenvolvendo a empatia


O que é empatia?

A palavra empatia origina-se do termo grego empátheia, que significa entrar no sentimento, portanto, a primeira condição para sermos empáticos é sermos receptivos aos outros e simultaneamente à nossa totalidade interior.

Isto significa estar disposto a conhecer tanto os outros como a si mesmo.

Estar receptivo a si mesmo e ao outro.

Desenvolvendo a empatia

Erich Fromm: “Ser capaz de prestar atenção a si mesmo é pré-requisito para ter a capacidade de prestar atenção aos outros; sentir-se bem consigo mesmo é a condição necessária para relacionar-se com os outros.”.

Empatia é colocar-se no lugar do outro e tentar ver com os olhos do outro.

Procurar compreender o outro do ponto de vista deste e sem julgamentos.


Vídeo: Empatia


Empatia e natureza humana

Em geral, temos o hábito de olhar apenas para nossas necessidades, mesmo quando pensamos ser generosos.

Há pessoas que podem até dizer que é impossível essa coisa de “olhar com os olhos do outro” e de “colocar-se no lugar do outro”!

Mas ser empático faz parte da natureza humana!

Assista a este vídeo e veja se ele desperta algo em você?

Vídeo: Amor animal

Somos tocados pela atitude de um animal!

A dor do outro dói em mim!

Ser empático é algo natural no ser humano: quando vemos alguém sofrendo surge espontaneamente em nós o desejo de ajudar, simplesmente porque nesses momentos reconhecemos no outro alguém como nós e nos identificamos com ele.

Empatia é um sentimento que causa prazer no contato humano, um estado de espírito que permite a você se identificar com outra pessoa.

A empatia nos ajuda a nos libertar dos nossos padrões rígidos e repetitivos que são culturalmente inseridos em nós em tempos de consumismo e competitividade.

Apesar de ser natural no ser humano, a empatia pode ser abafada e pode ser potencializada.

Isto quer dizer que podemos praticar a empatia!

As três fases para desenvolver a empatia

Não se deve menosprezar as habilidades dos relacionamentos, pois sendo o homem um ser social, há nele a necessidade e a satisfação em relacionar-se.

Segundo o autor Robert Sardello, precisamos passar por três fases distintas para desenvolver a empatia.


A primeira fase

O primeiro aspecto dessa atividade consiste em voltarmos conscientemente a nossa atenção para uma outra pessoa em uma atitude de abertura.

Estendemos parte de nosso ser para além de seus limites usuais, ficamos interessados na existência e no destino da outra pessoa – mas não por curiosidade, aventura, criticismo, interesse pessoal ou poder.

Para tanto, temos antes que deixar escoar os nossos pensamentos habituais sobre ela e nos permitir senti-la de um modo mais direto e intuitivo.


A segunda fase

Uma vez que abandonamos nossas ideias preconcebidas sobre aquela pessoa e nos encontramos sintonizados com ela, podemos passar para a próxima etapa:

Você se move em direção a sentir as qualidades interiores da outra pessoa sem saber ou precisar saber quais são elas, exatamente como uma criança que, antes de formar conceitos sobre o mundo, está aberta às suas impressões imediatas e qualidades interiores.

Neste processo, entretanto, nem por um instante perdemos o senso de nós mesmos. O exercício não é uma fusão com a outra pessoa.


A terceira fase

A ideia é derrubar as barreiras que nos impedem de fazer um contato mais direto e espontâneo com o outro sem nos confundirmos com ele; portanto, a terceira fase consiste em retornar à parte de nós mesmos deixada para trás enquanto encontrávamos a outra pessoa.

Um eco daquilo que experimentamos enquanto residíamos no interior da outra pessoa permanece, e agora essa ressonância vive em nós como uma imagem da alma.

Tal imagem pode gradualmente ser trazida ao entendimento através da contemplação.

Márcia Mattos: “O fato de o outro existir junto comigo – de estar ao meu lado e de se dispor a fazer coisas comigo – me inspira a despertar qualidades que estavam inconscientes em mim. Toda personalidade se enriquece com isso.”.


Generosidade com autenticidade

Co-dependente é uma pessoa que tem deixado o comportamento de outra pessoa afetá-la, e é obcecada em controlar o comportamento dessa outra pessoa.

Quando dizemos sim, mas na realidade queremos dizer não, quando fazemos coisas que não queremos realmente fazer, ou fazemos o que cabia aos outros fazerem, estamos sendo co-dependentes e não pacientes e nem mesmo generosos!

Generosidade só existe com autenticidade!

Esta é a razão por que é tão difícil ajudar os outros: temos dificuldade de percebê-los nas suas necessidades.

Desta maneira, acabamos por criar vínculos desequilibrados e neuróticos, baseados na co-dependência.

Uma atitude co-dependente pode parecer positiva, mas, na realidade, está gerando baixa autoestima e falta de confiança.

Empatia e autoconhecimento

A empatia começa com a capacidade de estarmos bem conosco mesmos, de reconhecermos o que não gostamos em nós e admirarmos nossas qualidades.

Entrar em contato com os próprios sentimentos é a base para desenvolver a empatia.

Como alguém que desconhece suas próprias necessidades poderá entender as necessidades alheias?

Pense… Reflita…

Vídeo: Um par de sapatos velhos

Chico Xavier: Não cobres tributo de gratidão.”.